quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Instituto Butantan quer produzir soro para ebola em parceria com os EUA Acordo para produção em 2015 está prestes a ser assinado, diz diretor. Doença contaminou 14 mil pessoas em oito países e matou mais de 5 mil.

O Instituto Butantan, de São Paulo, deve firmar em breve parceria com os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH) para produzir um soro que combate o ebola.

A doença, que é altamente letal e para a qual existem apenas medicamentos experimentais, já causou mais de 5 mil mortes e contaminou 14 mil pessoas em oito países. Considerada a pior epidemia desde que o ebola foi descoberto, em 1976, a situação levou a Organização Mundial da Saúde a mobilizar empresas de pesquisa e equipes de cientistas para trabalhar na busca de um medicamento que contenha o vírus.
De acordo com Jorge Kalil, diretor da instituição, "o acordo está praticamente fechado" e os testes em animais, além da produção do soro, devem começar no início de 2015. O instituto brasileiro já tem tradição na fabricação de imunobiológicos, usados para combater a raiva e o efeito de venenos de cobras.
Proteção transferida
Diferente de uma vacina, que faz a imunização ativa do indivíduo, o soro cria uma imunidade passiva, ou seja, o anticorpo é transferido para uma pessoa ou animal e o protege da ação da doença.
A produção seguirá a mesma metodologia empregada na fabricação do soro antirraiva. A diferença é que, além do vírus da raiva atenuado, conterá ainda uma molécula de ebola, que deve criar anticorpos capazes de combater a doença.
Kalil ressalta que em nenhum momento será feito o transporte do vírus para o Brasil. “Tudo que se relaciona ao ebola será feito nos laboratórios dos Estados Unidos. Não vamos trazer o vírus para o país”, explica o diretor do Butantan.
Inicialmente, o soro será aplicado em cavalos. Se ocorrer a produção de anticorpos nos equinos, o sangue desses animais será filtrado, o plasma, retirado, e o anticorpo presente será isolado para testes.
Devem ser feitos experimentos in vitro e, posteriormente, macacos vão receber o soro experimental. “Se ocorrer a neutralização do ebola no macaco, vamos partir para análises com humanos. Os testes clínicos de toxicidade deverão acontecer em países mais afetados pela epidemia, como Libéria, Serra Leoa e Guiné. Tudo será acompanhado pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]”, explicou Kalil.
Quais são os sintomas da doença?
O ebola é muitas vezes caracterizado pelo início súbito de febre, fraqueza intensa, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta. Depois vêm vômitos, diarreia, funções hepática e renal deficientes, erupções cutâneas, e, em alguns casos, sangramentos internos e externos, com interrupção do funcionamento dos órgãos.
Exames de laboratório que indicam a possibilidade de o paciente estar infectado incluem baixa de glóbulos brancos e de plaquetas e aumento das enzimas hepáticas.
O teste definitivo para diagnosticar o ebola é chamado PCR. No Brasil, o Instituto Evandro Chagas, em Belém, é o único habilitado para receber as amostras de sangue dos pacientes e inativar o vírus. O período de incubação do vírus pode durar de dois dias a três semanas.
Não há medicamentos ou terapias específicas contra a doença já aprovadas. Os pacientes recebem cuidados gerais para aliviar sintomas, como medicamento contra febre, hidratação e alimentação contínua.
Há algumas terapias experimentais como a transfusão de sangue de pacientes que se curaram do ebola e drogas experimentais como ZMapp, TKM-Ebola, Brincidofovir e BCX4430, que ainda não passaram por todas as fases de pesquisa necessárias para aprovação.
Fonte: G1.com
Disponível em: http://g1.globo.com/bemestar/ebola/noticia/2014/11/instituto-butantan-vai-produzir-soro-contra-ebola-em-parceria-com-os-eua.html

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Vacinação contra pólio e sarampo começa sábado


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A campanha de vacinação contra a poliomielite e o sarampo começa no próximo dia 8 e segue até 28 de novembro. Os sábados 8 e 22 serão dias de mobilização nacional, quando postos de todo país ficam abertos para intensificar a campanha.
No caso da poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, a população-alvo inclui crianças a partir de 6 meses até 5 anos incompletos. A expectativa do governo é vacinar mais de 12,7 milhões de crianças em todo o país. Serão distribuídas 17,8 milhões de doses orais (vacina em gotas). O ministério, no entanto, recomenda a vacina injetável para as crianças acima de 6 meses que estão com o esquema de vacinação atrasado. Já na imunização contra o sarampo, a faixa etária do público-alvo é a partir de 1 ano até 5 anos incompletos. A estimativa é vacinar 10,9 milhões de crianças. Serão distribuídas 12,5 milhões de doses da vacina tríplice viral, que protege também contra a caxumba e a rubéola. A campanha, considerada de seguimento, é realizada a cada cinco anos e foi antecipada este ano no Ceará e em Pernambuco em razão de casos identificados em ambos os estados em 2013 e 2014.
O Brasil é considerado livre da poliomielite desde 1990. Em 1994, recebeu da Organização Pan-americana de Saúde a certificação de área livre de circulação do vírus.
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, lembrou que a continuidade das campanhas é fundamental para evitar a reintrodução da doença no país. Entre 2013 e 2014, dez países registraram casos de sarampo, sendo que três deles são considerados endêmicos (Paquistão, Nigéria e Afeganistão).
“O Brasil recebe uma quantidade grande de turistas e nós também saímos muito do país. É preciso que essa arma de prevenção, que é a vacina, seja utilizada”, destacou.
A poliomielite, segundo a pasta, é um doença infectocontagiosa grave. Na maioria dos casos, a criança, quando infectada, não morre, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso e provocam paralisia irreversível, principalmente nos membros inferiores.
Já o sarampo é uma doença viral aguda grave e altamente contagiosa. Os sintomas mais comuns incluem febre alta, tosse, manchas vermelhas, coriza e conjuntivite. A transmissão acontece de pessoa para pessoa por meio de secreções expelidas ao tossir, falar ou respirar. A única forma de prevenção da doença é a vacinação.
 Fonte: Drº Drauzio
Disponível em : http://drauziovarella.com.br/crianca-2/vacinacao-contra-polio-e-sarampo-comeca-sabado/

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Médicos fazem primeiro transplante com 'coração morto' Usando técnica para aquecer e nutrir órgão, cirurgiões usaram corações que tinham cessado de bater até 20 minutos antes.

BBC
A máquina batizada de 'coração em caixa', que permitiu aos médicos manter o coração próprio para transplante  (Foto: BBC)Máquina batizada de 'coração em caixa' permitiu manter o coração próprio para transplante (Foto: BBC)
Cirurgiões na Austrália realizaram o primeiro transplante cardíaco usando um coração tecnicamente morto.
Os corações usados em transplantes normalmente são retirados de pacientes com morte cerebral, mas ainda com batimentos cardíacos.
Desta vez, porém, os médicos do St Vincent's Hospital, em Sydney, ressucitaram e transplantaram órgãos que haviam parado de bater até 20 minutos antes.
A técnica envolveu uma máquina que os médicos batizaram de "heart-in-a-box" (coração em caixa), que mantém o órgão aquecido. Os batimentos são então restaurados e fluidos e nutrientes são injetados para reduzir o dano muscular.
A primeira paciente a receber um transplante usando a técnica foi Michelle Gribilas, de 57 anos.
"Agora sou uma pessoa totalmente diferente", disse a mulher, que recebeu o coração dois meses atrás. "Me sinto como se tivesse 40 anos. Tenho muita sorte."
Desde então, duas outras cirurgias semelhantes foram realizadas.
A equipe responsável pelos experimentos estima que a técnica do "coração em caixa", que está em testes em todo o mundo, pode elevar em até 30% o número de vidas salvas por transplantes, devido à maior disponibilidade de órgãos.
"Esse avanço representa um passo na redução da falta de órgãos", disse o chefe da unidade de transplantes do hospital St Vincent's, Peter MacDonald.
Fonte: G1.com
Disponível em : http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/10/medicos-fazem-primeiro-transplante-com-coracao-morto.html

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Ministério da Saúde anuncia compra de 80 aparelhos para tratamento de câncer Equipamentos aumentarão em 25% a oferta do tratamento de radioterapia no SUS

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta sexta-feira (1º), na capital paulista, a compra de 80 aceleradores lineares, que serão distribuídos em 63 municípios de 22 estados e o Distrito Federal. De acordo com as estimativas do Ministério da Saúde, os equipamentos aumentarão em 25% a oferta de radioterapia no SUS (Sistema Único de Saúde). Está prevista também a instalação de uma fábrica no País que produzirá máquinas para abastecer o mercado nacional. Padilha fez o anúncio durante a cerimônia em comemoração ao primeiro ano de funcionamento da Unidade Avançada de Insuficiência Cardíaca do Hospital Sírio-Libanês.
O ministro disse que esta será a maior expansão de centros de tratamento do câncer com radioterapia.
— Nós tivemos este ano 14 novos centros. A partir de 2014, começam a ser entregues os equipamentos e feitas as obras para receber os centros.
Ele completou que, por ter sido a vencedora da licitação, a empresa americana será obrigada a construir uma fábrica para atender a demanda nacional. O prazo para a construção é de cinco anos.
Os aceleradores lineares são equipamentos de alta tecnologia usados para o tratamento de pacientes com câncer. Comprando os aparelhos da empresa americana Varian Medical Systems, vencedora da licitação, o ministério economizou R$ 176 milhões, segundo Padilha. Os critérios para escolha dos lugares que receberão os equipamentos foram a necessidade global de radioterapia, número estimado de novos casos anuais de câncer, oferta de serviços existentes e percentuais estaduais de cobertura do sistema de saúde suplementar.
De acordo com o Ministério da Saúde, o SUS opera 248 equipamentos de radioterapia que fazem 9,6 milhões de sessões de radioterapia por ano. Com os novos equipamentos o número passa para 328, com capacidade para 13 milhões de sessões por ano.
Fonte: R7.com
Disponível em : http://noticias.r7.com/saude/ministerio-da-saude-anuncia-compra-de-80-aparelhos-para-tratamento-de-cancer-01112013

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Hospital realiza mamografias gratuita no parque do Ibirapuera em SP

Mulheres poderão fazer o exame gratuitamente entre os dias 3 e 12 de outubro na capital
Em comemoração ao mês do Outubro Rosa, o Hospital do Câncer de Barretos vai realizar exames gratuitos de mamografia entre os dias a sexta-feira (3) e o domingo (12). Diariamente, estarão disponíveis 50 atendimentos para mulheres a partir dos 40 anos. A carreta é adaptada e pode receber cadeirantes.
O serviço de prevenção do Hospital de Câncer de Barretos contabilizou, no ano passado, 81.965 mamografias e 113.168 exames de papanicolaou (prevenção de câncer ao colo de útero), realizados em 199 cidades do País.
Além da mamografia, os visitantes do parque também poderão girar na roda gigante iluminada de rosa, desde que dediquem alguns minutos para receber as informações sobre a doença e os exames preventivos. A roda começa a girar na quinta-feira (2).
Fonte:R7.com
Disponível em: http://noticias.r7.com/saude/hospital-realiza-mamografias-gratuita-no-parque-do-ibirapuera-em-sp-01102014

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Governo confirma 16 casos de chikungunya transmitidos no Brasil Além dos 16 casos autóctones, foram identificados 37 casos importados. Vírus provoca sintomas parecidos com dengue, porém mais dolorosos. O Ministério da Saúde divulgou, nesta terça-feira (23), que foram identificados, ao todo, 16 casos autóctones de febre chikungunya no Brasil até o momento. Casos autóctones são aqueles contraídos dentro do próprio país. São dois casos no Oiapoque, Amapá, e 14 em Feira de Santana, Bahia. O país registrou também outros 37 casos importados, de pessoas que contraíram a doença em viagens a outros países. Na terça-feira passada (16), o ministério já tinha anunciado os dois primeiros casos de transmissão interna do vírus no país. Na ocasião, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, afirmou que a pasta preparava uma série de medidas de conscientização para evitar a disseminação da doença. "Vamos reativar a iniciativa do Dia D de Mobilização, ainda em 2014, para que as famílias consigam evitar, dentro de casa, os focos de mosquito", citou. Outra medida citada pelo secretário na semana passada foi a expansão do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), índice que mede a presença do mosquito que transmite a dengue e o chikungunya. Segundo ele, o mapeamento é feito em cerca de 1,8 mil municípios, mas o ministério quer ultrapassar a marca de 2 mil municípios agora em outubro. "O índice sai em novembro, e dá aos prefeitos a informação detalhada por bairro, por região. Isso dá aos municípios cerca de dois meses para se preparar, antes que comece a transmissão. É o período para mutirão de limpeza, para a visita casa a casa", disse.

 
                                              Vírus chikungunya é transmitido por mosquitos Aedes aegypty (no alto) e Aedes albopictus (Foto: Douglas Aby Saber/Fotoarena-AFP Photo/EID Mediterranee) 
 
Chikungunya é transmitido por mosquitos Aedes
aegypti (no alto) e Aedes albopictus (Foto: Douglas
Aby Saber/Fotoarena-AFP Photo/EID Mediterranee)

O Ministério da Saúde divulgou, nesta terça-feira (23), que foram identificados, ao todo, 16 casos autóctones de febre chikungunya no Brasil até o momento. Casos autóctones são aqueles contraídos dentro do próprio país. São dois casos no Oiapoque, Amapá, e 14 em Feira de Santana, Bahia. O país registrou também outros 37 casos importados, de pessoas que contraíram a doença em viagens a outros países.
Na terça-feira passada (16), o ministério já tinha anunciado os dois primeiros casos de transmissão interna do vírus no país. Na ocasião, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, afirmou que a pasta preparava uma série de medidas de conscientização para evitar a disseminação da doença. "Vamos reativar a iniciativa do Dia D de Mobilização, ainda em 2014, para que as famílias consigam evitar, dentro de casa, os focos de mosquito", citou.
Outra medida citada pelo secretário na semana passada foi a expansão do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), índice que mede a presença do mosquito que transmite a dengue e o chikungunya. Segundo ele, o mapeamento é feito em cerca de 1,8 mil municípios, mas o ministério quer ultrapassar a marca de 2 mil municípios agora em outubro.
"O índice sai em novembro, e dá aos prefeitos a informação detalhada por bairro, por região. Isso dá aos municípios cerca de dois meses para se preparar, antes que comece a transmissão. É o período para mutirão de limpeza, para a visita casa a casa", disse.
Como a contaminação teve início na região Norte do país, é possível que a expansão da doença seja mais lenta, segundo Barbosa. "Geralmente, a entrada da doença é pelo Rio de Janeiro, nossa maior entrada tropical de turistas. Mas queremos deixar claro que onde há mosquito da dengue, pode haver contaminação pelo chikungunya", explicou.
Entenda o vírus
A infecção pelo vírus chikungunya provoca sintomas parecidos com os da dengue, porém mais dolorosos. No idioma africano makonde, o nome chikungunya significa "aqueles que se dobram", em referência à postura que os pacientes adotam diante das penosas dores articulares que a doença causa.
Em compensação, comparado com a dengue, o novo vírus mata com menos frequência. Em idosos, quando a infecção é associada a outros problemas de saúde, ela pode até contribuir como causa de morte, porém complicações sérias são raras, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Como as pessoas pegam o vírus?
Por ser transmitido pelo mesmo vetor da dengue, o mosquito Aedes aegypti, e também pelo mosquito Aedes albopictus, a infecção pelo chikungunya segue os mesmos padrões sazonais da dengue, de acordo com o infectologista Pedro Tauil, do Comitê de Doenças Emergentes da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).
O risco aumenta, portanto, em épocas de calor e chuva, mais propícias à reprodução dos insetos. Eles também picam principalmente durante o dia. A principal diferença de transmissão em relação à dengue é que o Aedes albopictus também pode ser encontrado em áreas rurais, não apenas em cidades.
O chikungunya tem subtipos diferentes, como a dengue?
Diferentemente da dengue, que tem quatro subtipos, o chikungunya é único. Uma vez que a pessoa é infectada e se recupera, ela se torna imune à doença. Quem já pegou dengue não está nem menos nem mais vulnerável ao chikungunya: apesar dos sintomas parecidos e da forma de transmissão similar, tratam-se de vírus diferentes.
Quais são os sintomas?
Entre quatro e oito dias após a picada do mosquito infectado, o paciente apresenta febre repentina acompanhada de dores nas articulações. Outros sintomas, como dor de cabeça, dor muscular, náusea e manchas avermelhadas na pele, fazem com que o quadro seja parecido com o da dengue. A principal diferença são as intensas dores articulares.
Em média, os sintomas duram entre 10 e 15 dias, desaparecendo em seguida. Em alguns casos, porém, as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. De acordo com a OMS, complicações graves são incomuns. Em casos mais raros, há relatos de complicações cardíacas e neurológicas, principalmente em pacientes idosos. Com frequência, os sintomas são tão brandos que a infecção não chega a ser identificada, ou é erroneamente diagnosticada como dengue.
Segundo Barbosa, é importante observar que o chikungunya é "muito menos severo que a dengue, em termos de produzir casos graves e hospitalização".
Tem tratamento?
Não há um tratamento capaz de curar a infecção, nem vacinas voltadas para preveni-la. O tratamento é paliativo, com uso de antipiréticos e analgésicos para aliviar os sintomas. Se as dores articulares permanecerem por muito tempo e forem dolorosas demais, uma opção terapêutica é o uso de corticoides.
De acordo com Tauil, da SBI, os serviços de saúde brasileiros já estão preparados para identificar a doença. "Provavelmente quem vai receber esses casos são reumatologistas. Já escrevemos artigos voltados para esses profissionais, orientando-os a ficar atentos a pessoas provenientes de áreas em que há transmissão", diz o infectologista. Pessoas que apresentarem os sintomas citados e estiverem voltando de áreas onde existe a transmissão do vírus, como o Caribe, devem comunicar o médico.
Apesar de haver poucos riscos de formas hemorrágicas da infecção por chikungunya, recomenda-se evitar medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (aspirina) nos primeiros dias de sintomas, antes da obtenção do diagnóstico definitivo.
Como se prevenir?
Sobre a prevenção, valem as mesmas regras aplicadas à dengue: ela é feita por meio do controle dos mosquitos que transmitem o vírus.
Portanto, evitar água parada, que os insetos usam para se reproduzir, é a principal medida. Em casos específicos de surtos, o uso de inseticidas e telas protetoras nas janelas das casas também pode ser aconselhado.
Que medidas preventivas o governo brasileiro adotou?
Desde o ano passado, quando foram confirmados os primeiros casos de chikungunya no Caribe, o Ministério da Saúde começou a elaborar um plano de contingência do vírus para o Brasil. "Existe a possibilidade de transmissão em todo local que há mosquitos vetores", explica o secretário Barbosa.
O plano consiste em promover uma redução drástica da população de mosquitos nos arredores de onde os casos são identificados e orientar médicos, assistentes e profissionais de laboratórios de referência sobre como reconhecer um caso suspeito. Atualmente, seis laboratórios do país são capazes de fazer o teste para detectar o novo vírus.
Em 2010, o Brasil já tinha recebido três casos da doença do exterior: dois surfistas que foram infectados na Indonésia e uma missionária, na Índia.
Fonte: G1.com
Disponível em : http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2014/09/governo-confirma-16-casos-de-chikungunya-transmitidos-no-brasil.html