quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Ministério da Saúde anuncia compra de 80 aparelhos para tratamento de câncer Equipamentos aumentarão em 25% a oferta do tratamento de radioterapia no SUS

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta sexta-feira (1º), na capital paulista, a compra de 80 aceleradores lineares, que serão distribuídos em 63 municípios de 22 estados e o Distrito Federal. De acordo com as estimativas do Ministério da Saúde, os equipamentos aumentarão em 25% a oferta de radioterapia no SUS (Sistema Único de Saúde). Está prevista também a instalação de uma fábrica no País que produzirá máquinas para abastecer o mercado nacional. Padilha fez o anúncio durante a cerimônia em comemoração ao primeiro ano de funcionamento da Unidade Avançada de Insuficiência Cardíaca do Hospital Sírio-Libanês.
O ministro disse que esta será a maior expansão de centros de tratamento do câncer com radioterapia.
— Nós tivemos este ano 14 novos centros. A partir de 2014, começam a ser entregues os equipamentos e feitas as obras para receber os centros.
Ele completou que, por ter sido a vencedora da licitação, a empresa americana será obrigada a construir uma fábrica para atender a demanda nacional. O prazo para a construção é de cinco anos.
Os aceleradores lineares são equipamentos de alta tecnologia usados para o tratamento de pacientes com câncer. Comprando os aparelhos da empresa americana Varian Medical Systems, vencedora da licitação, o ministério economizou R$ 176 milhões, segundo Padilha. Os critérios para escolha dos lugares que receberão os equipamentos foram a necessidade global de radioterapia, número estimado de novos casos anuais de câncer, oferta de serviços existentes e percentuais estaduais de cobertura do sistema de saúde suplementar.
De acordo com o Ministério da Saúde, o SUS opera 248 equipamentos de radioterapia que fazem 9,6 milhões de sessões de radioterapia por ano. Com os novos equipamentos o número passa para 328, com capacidade para 13 milhões de sessões por ano.
Fonte: R7.com
Disponível em : http://noticias.r7.com/saude/ministerio-da-saude-anuncia-compra-de-80-aparelhos-para-tratamento-de-cancer-01112013

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Hospital realiza mamografias gratuita no parque do Ibirapuera em SP

Mulheres poderão fazer o exame gratuitamente entre os dias 3 e 12 de outubro na capital
Em comemoração ao mês do Outubro Rosa, o Hospital do Câncer de Barretos vai realizar exames gratuitos de mamografia entre os dias a sexta-feira (3) e o domingo (12). Diariamente, estarão disponíveis 50 atendimentos para mulheres a partir dos 40 anos. A carreta é adaptada e pode receber cadeirantes.
O serviço de prevenção do Hospital de Câncer de Barretos contabilizou, no ano passado, 81.965 mamografias e 113.168 exames de papanicolaou (prevenção de câncer ao colo de útero), realizados em 199 cidades do País.
Além da mamografia, os visitantes do parque também poderão girar na roda gigante iluminada de rosa, desde que dediquem alguns minutos para receber as informações sobre a doença e os exames preventivos. A roda começa a girar na quinta-feira (2).
Fonte:R7.com
Disponível em: http://noticias.r7.com/saude/hospital-realiza-mamografias-gratuita-no-parque-do-ibirapuera-em-sp-01102014

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Governo confirma 16 casos de chikungunya transmitidos no Brasil Além dos 16 casos autóctones, foram identificados 37 casos importados. Vírus provoca sintomas parecidos com dengue, porém mais dolorosos. O Ministério da Saúde divulgou, nesta terça-feira (23), que foram identificados, ao todo, 16 casos autóctones de febre chikungunya no Brasil até o momento. Casos autóctones são aqueles contraídos dentro do próprio país. São dois casos no Oiapoque, Amapá, e 14 em Feira de Santana, Bahia. O país registrou também outros 37 casos importados, de pessoas que contraíram a doença em viagens a outros países. Na terça-feira passada (16), o ministério já tinha anunciado os dois primeiros casos de transmissão interna do vírus no país. Na ocasião, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, afirmou que a pasta preparava uma série de medidas de conscientização para evitar a disseminação da doença. "Vamos reativar a iniciativa do Dia D de Mobilização, ainda em 2014, para que as famílias consigam evitar, dentro de casa, os focos de mosquito", citou. Outra medida citada pelo secretário na semana passada foi a expansão do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), índice que mede a presença do mosquito que transmite a dengue e o chikungunya. Segundo ele, o mapeamento é feito em cerca de 1,8 mil municípios, mas o ministério quer ultrapassar a marca de 2 mil municípios agora em outubro. "O índice sai em novembro, e dá aos prefeitos a informação detalhada por bairro, por região. Isso dá aos municípios cerca de dois meses para se preparar, antes que comece a transmissão. É o período para mutirão de limpeza, para a visita casa a casa", disse.

 
                                              Vírus chikungunya é transmitido por mosquitos Aedes aegypty (no alto) e Aedes albopictus (Foto: Douglas Aby Saber/Fotoarena-AFP Photo/EID Mediterranee) 
 
Chikungunya é transmitido por mosquitos Aedes
aegypti (no alto) e Aedes albopictus (Foto: Douglas
Aby Saber/Fotoarena-AFP Photo/EID Mediterranee)

O Ministério da Saúde divulgou, nesta terça-feira (23), que foram identificados, ao todo, 16 casos autóctones de febre chikungunya no Brasil até o momento. Casos autóctones são aqueles contraídos dentro do próprio país. São dois casos no Oiapoque, Amapá, e 14 em Feira de Santana, Bahia. O país registrou também outros 37 casos importados, de pessoas que contraíram a doença em viagens a outros países.
Na terça-feira passada (16), o ministério já tinha anunciado os dois primeiros casos de transmissão interna do vírus no país. Na ocasião, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, afirmou que a pasta preparava uma série de medidas de conscientização para evitar a disseminação da doença. "Vamos reativar a iniciativa do Dia D de Mobilização, ainda em 2014, para que as famílias consigam evitar, dentro de casa, os focos de mosquito", citou.
Outra medida citada pelo secretário na semana passada foi a expansão do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), índice que mede a presença do mosquito que transmite a dengue e o chikungunya. Segundo ele, o mapeamento é feito em cerca de 1,8 mil municípios, mas o ministério quer ultrapassar a marca de 2 mil municípios agora em outubro.
"O índice sai em novembro, e dá aos prefeitos a informação detalhada por bairro, por região. Isso dá aos municípios cerca de dois meses para se preparar, antes que comece a transmissão. É o período para mutirão de limpeza, para a visita casa a casa", disse.
Como a contaminação teve início na região Norte do país, é possível que a expansão da doença seja mais lenta, segundo Barbosa. "Geralmente, a entrada da doença é pelo Rio de Janeiro, nossa maior entrada tropical de turistas. Mas queremos deixar claro que onde há mosquito da dengue, pode haver contaminação pelo chikungunya", explicou.
Entenda o vírus
A infecção pelo vírus chikungunya provoca sintomas parecidos com os da dengue, porém mais dolorosos. No idioma africano makonde, o nome chikungunya significa "aqueles que se dobram", em referência à postura que os pacientes adotam diante das penosas dores articulares que a doença causa.
Em compensação, comparado com a dengue, o novo vírus mata com menos frequência. Em idosos, quando a infecção é associada a outros problemas de saúde, ela pode até contribuir como causa de morte, porém complicações sérias são raras, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Como as pessoas pegam o vírus?
Por ser transmitido pelo mesmo vetor da dengue, o mosquito Aedes aegypti, e também pelo mosquito Aedes albopictus, a infecção pelo chikungunya segue os mesmos padrões sazonais da dengue, de acordo com o infectologista Pedro Tauil, do Comitê de Doenças Emergentes da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).
O risco aumenta, portanto, em épocas de calor e chuva, mais propícias à reprodução dos insetos. Eles também picam principalmente durante o dia. A principal diferença de transmissão em relação à dengue é que o Aedes albopictus também pode ser encontrado em áreas rurais, não apenas em cidades.
O chikungunya tem subtipos diferentes, como a dengue?
Diferentemente da dengue, que tem quatro subtipos, o chikungunya é único. Uma vez que a pessoa é infectada e se recupera, ela se torna imune à doença. Quem já pegou dengue não está nem menos nem mais vulnerável ao chikungunya: apesar dos sintomas parecidos e da forma de transmissão similar, tratam-se de vírus diferentes.
Quais são os sintomas?
Entre quatro e oito dias após a picada do mosquito infectado, o paciente apresenta febre repentina acompanhada de dores nas articulações. Outros sintomas, como dor de cabeça, dor muscular, náusea e manchas avermelhadas na pele, fazem com que o quadro seja parecido com o da dengue. A principal diferença são as intensas dores articulares.
Em média, os sintomas duram entre 10 e 15 dias, desaparecendo em seguida. Em alguns casos, porém, as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. De acordo com a OMS, complicações graves são incomuns. Em casos mais raros, há relatos de complicações cardíacas e neurológicas, principalmente em pacientes idosos. Com frequência, os sintomas são tão brandos que a infecção não chega a ser identificada, ou é erroneamente diagnosticada como dengue.
Segundo Barbosa, é importante observar que o chikungunya é "muito menos severo que a dengue, em termos de produzir casos graves e hospitalização".
Tem tratamento?
Não há um tratamento capaz de curar a infecção, nem vacinas voltadas para preveni-la. O tratamento é paliativo, com uso de antipiréticos e analgésicos para aliviar os sintomas. Se as dores articulares permanecerem por muito tempo e forem dolorosas demais, uma opção terapêutica é o uso de corticoides.
De acordo com Tauil, da SBI, os serviços de saúde brasileiros já estão preparados para identificar a doença. "Provavelmente quem vai receber esses casos são reumatologistas. Já escrevemos artigos voltados para esses profissionais, orientando-os a ficar atentos a pessoas provenientes de áreas em que há transmissão", diz o infectologista. Pessoas que apresentarem os sintomas citados e estiverem voltando de áreas onde existe a transmissão do vírus, como o Caribe, devem comunicar o médico.
Apesar de haver poucos riscos de formas hemorrágicas da infecção por chikungunya, recomenda-se evitar medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (aspirina) nos primeiros dias de sintomas, antes da obtenção do diagnóstico definitivo.
Como se prevenir?
Sobre a prevenção, valem as mesmas regras aplicadas à dengue: ela é feita por meio do controle dos mosquitos que transmitem o vírus.
Portanto, evitar água parada, que os insetos usam para se reproduzir, é a principal medida. Em casos específicos de surtos, o uso de inseticidas e telas protetoras nas janelas das casas também pode ser aconselhado.
Que medidas preventivas o governo brasileiro adotou?
Desde o ano passado, quando foram confirmados os primeiros casos de chikungunya no Caribe, o Ministério da Saúde começou a elaborar um plano de contingência do vírus para o Brasil. "Existe a possibilidade de transmissão em todo local que há mosquitos vetores", explica o secretário Barbosa.
O plano consiste em promover uma redução drástica da população de mosquitos nos arredores de onde os casos são identificados e orientar médicos, assistentes e profissionais de laboratórios de referência sobre como reconhecer um caso suspeito. Atualmente, seis laboratórios do país são capazes de fazer o teste para detectar o novo vírus.
Em 2010, o Brasil já tinha recebido três casos da doença do exterior: dois surfistas que foram infectados na Indonésia e uma missionária, na Índia.
Fonte: G1.com
Disponível em : http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2014/09/governo-confirma-16-casos-de-chikungunya-transmitidos-no-brasil.html

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

BS CARE: Macacos imunizados com vacina anti-HIV brasileira ...

BS CARE: Macacos imunizados com vacina anti-HIV brasileira ...: 01/09/2014 06h00 ...

Macacos imunizados com vacina anti-HIV brasileira passam por testes Primeiro teste com primatas, feito em fevereiro, teve resultados positivos. Agora, eles receberam nova vacina com proteína do envelope do HIV.


01/09/2014 06h00 - Atualizado em 01/09/2014 06h00

Macacos imunizados com vacina anti-HIV brasileira passam por testes

Primeiro teste com primatas, feito em fevereiro, teve resultados positivos.
Agora, eles receberam nova vacina com proteína do envelope do HIV.

Mariana Lenharo Do G1, em Caxambu
O pesquisador Edecio Cunha Neto, do Instituto do Coração (Incor), que trabalha no desenvolvimento da vacina anti-HIV brasileira (Foto: Sergio Barbosa/Incor)O pesquisador Edecio Cunha Neto, do Instituto do Coração (Incor), que trabalha no desenvolvimento da vacina anti-HIV brasileira (Foto: Sergio Barbosa/Incor) Novos testes da vacina anti-HIV desenvolvida por pesquisadores brasileiros devem ter seus resultados concluídos no mês que vem, segundo o pesquisador Edecio Cunha Neto, do Instituto do Coração (Incor). O desenvolvimento da vacina foi tema da conferência de encerramento da XXIX Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimetnal (FeSBE), neste sábado (30).
A vacina, que está sendo desenvolvida por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP, do Incor e do Instituto Butantan, é composta de 18 fragmentos de DNA do vírus HIV, comprovadamente capazes de produzir uma resposta forte no sistema imune.
Em fevereiro, os pesquisadores anunciaram que testes da vacina feitos com quatro macacos tiveram resultados positivos. Os animais tiveram uma resposte imune até 10 vezes maior do que o que tinha sido observado em camundongos.
Agora, os mesmos animais passaram por uma nova vacinação, desta vez composta de uma proteína recombinante do envelope do HIV, que é a proteína da parte externa do vírus, que se encaixa nas células do organismo para invadi-las. “É de interesse fazer uma imunização que gere um anticorpo contra a proteína do envelope porque esses anticorpos podem recobrir o HIV e dificultar muito que ele consiga penetrar e invadir uma célula”, diz Cunha Neto.
O objetivo do teste é saber se os animais imunizados com a vacina com proteína do envelope seguida da vacina de DNA terão uma resposta contra a proteína do envelope melhor do que os animais que só receberam a vacina com a proteína. “Isso é o que a gente está testando exatamente agora e daqui mais ou menos um mês vamos ter os resultados.”
Próxima etapa
Na próxima etapa de testes, os fragmentos de DNA que compõem a vacina serão inseridos dentro de vírus atenuados de varíola e de adenovírus de chimpanzé. “A resposta é muito mais forte quando o antígeno está dentro de um vírus. A gente quer mudar de uma vacina de DNA para uma vacina usando vetor viral, que vai dar uma resposta muito mais forte em primatas e humanos”, diz o pesquisador.
A nova estratégia deve ser testada em quatro grupos de seis macacos no Instituto Butantan. No entanto, ainda não há uma previsão de data para a realização dos testes. Isso porque para trabalhar com vetor viral, que tem possibilidade de ser patogênico para o ser humano, são necessárias instalações especiais para hospedagem dos animais e realização dos procedimentos.
“Estamos esperando chegar um módulo pronto, que tem tudo preparado para receber os cerca de 30 animais, para que eles fiquem sem contato com o meio externo e de modo que todo material que sai de lá é incinerado.” Os testes só poderão prosseguir a partir da chegada dessas instalações, segundo o pesquisador.
Fonte:G1.com
Disponível em: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/09/macacos-imunizados-com-vacina-anti-hiv-brasileira-passam-por-testes.html

terça-feira, 26 de agosto de 2014