terça-feira, 15 de abril de 2014

Ministério diz que vai analisar estudo que questiona eficácia do tamiflu Estudo concluiu que remédio para H1N1 não evita disseminação da gripe. Ministério disse que indicação se baseia em recomendações da OMS.

O Ministério da Saúde informou que vai avaliar em profundidade o estudo da Cochrane Collaboration – rede independente e global de pesquisadores especializada em revisões sistemáticas na área da saúde – que  não evita a disseminação da gripe e nem reduz as complicações perigosas da doença, apenas ajuda com os sintomas. O estudo foi publicado na quinta-feira (10).
O governo brasileiro vai iniciar, de 22 de abril a 9 de maio, a campanha de vacinação contra a gripe em todo o país. A meta deste ano é imunizar 49,6 milhões de pessoas. A imunização protege contra os subtipos do vírus influenza: H1N1, H3N2 e B.
No combate ao vírus H1N1, segundo o estudo britânico, o medicamento não seria mais eficaz do que um paracetamol, analgésico popular usado em vários países. O tamiflu tem sido usado em larga escala no Brasil e no mundo para o combate ao vírus H1N1 desde a pandemia de gripe A de 2009.
Em nota ao G1, o Ministério da Saúde afirmou, no entanto, que "o antiviral oseltamivir (tamiflu) é indicado para o tratamento de casos graves e de pessoas com fatores de risco.  Esta indicação se baseia em estudos clínicos e respaldada por recomendações de instituições de referência, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos".
O ministério acrescenta ainda que "estudos realizados no Brasil têm confirmado a importância da administração do oseltamivir, rapidamente, nas situações indicadas como medida capaz de reduzir complicações e mortes decorrentes da influenza (gripe)".
Orientações sobre H1N1 (Foto: Arte/G1)
Estudo anterior
Em 2009, um levantamento feito pela Central Estadual de Regulação Hospitalar, da Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul, já havia chegado a uma conclusão preliminar de que o tamiflu poderia não determinar uma evolução melhor do paciente.
Na época, foram analisados 203 casos de pacientes que foram internados em UTI por suspeita ou confirmação de H1N1. Desse total, apenas 83 tiveram a evolução conhecida.
Dos 30 pacientes que receberam o tamiflu em até 48 horas após o início dos sintomas, 12 morreram. Entre os 32 pacientes que receberam o tamiflu depois de 48 horas, houve 14 óbitos. Já entre os 21 pacientes que não receberam o medicamento, houve apenas 6 óbitos.
Na época, a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul afirmou que o estudo seria ampliado. Atualmente, porém, a pasta afirma que não tem mais registros sobre o levantamento e não sabe informar se ele teve desdobramentos.
O Ministério da Saúde diz ainda que vai sempre "avaliar estudos que sejam desenvolvidos para garantir sempre que as condutas preconizadas estejam baseadas nos mais sólidos conhecimentos científicos disponíveis".
Fonte : G1.com
Disponível em : http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2014/04/ministerio-diz-que-vai-analisar-estudo-que-questiona-eficacia-do-tamiflu.html

sexta-feira, 11 de abril de 2014

OMS lança guia para tratamento de hepatite C Doença atinge 150 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo organização


Agência da ONU informou que a divulgação do documento coincide com a maior disponibilidade de medicamentos Pedro Ventura/Agência Brasília

A OMS (Organização das Nações Unidas) lançou nesta quarta-feira (9) o primeiro guia de triagem, cuidados e tratamento da hepatite C. A informação foi divulgada pela Rádio ONU. Segundo a OMS, a infecção crônica atinge 150 milhões de pessoas no mundo inteiro e causa a morte de 500 mil pessoas por ano.
A agência da ONU informou que a divulgação do documento coincide com a maior disponibilidade de medicamentos mais eficazes e seguros, assim como, a promessa de novos remédios nos próximos anos.
Em entrevista à Rádio ONU, o presidente da ONG brasileira C Tem que Saber, C Tem que Curar, Francisco Martucci, elogiou a iniciativa da OMS.
— Nós, que somos uma associação de pacientes que defende os portadores de hepatite C só podemos olhar com bons olhos o primeiro guia de tratamento da hepatite C lançado pela Organização Mundial da Saúde. Apenas uma observação para que esse guia seja rigorosamente cumprido pelas sociedades médicas, pelos gestores públicos que geram a saúde e também por todas as esferas de competência que estão em torno da hepatite C.
Cerca de três milhões de brasileiros estão infectados pelo vírus C, e a maioria nem desconfia que está infectado. A doença ataca o fígado de forma silenciosa e pode provocar cirrose e câncer hepático.
Fonte: R7.com
Disponível em : http://noticias.r7.com/saude/oms-lanca-guia-para-tratamento-de-hepatite-c-10042014

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Teste que detecta HPV pode ser aliado de papanicolau contra câncer Para comitê americano, teste deve ser ferramenta primária de rastreamento. Exame detecta DNA dos dois tipos de HPV mais relacionados ao câncer.

A agência americana que regulamenta os medicamentos nos EUA (FDA) está avaliando a recomendação de um comitê consultivo federal para que um teste capaz de detectar os tipos mais nocivos de HPV passe a ser o método de rastreamento primário para câncer de colo de útero. Se seguidas as recomendações do comitê, o teste passará a ser, nos Estados Unidos, a principal ferramenta de detecção precoce do HPV, à frente do papanicolau.
No Brasil, esse tipo de teste já está disponível, porém especialistas afirmam que ele não deve substituir o papanicolau, mas sim complementar seus resultados.
A principal vantagem do teste molecular – capaz de identificar o DNA dos dois tipos de HPV mais comumente associados ao câncer – é a obtenção de resultados mais precisos. “Esses testes biomoleculares cobririam uma lacuna de sensibilidade do teste de citologia do papanicolau”, diz a ginecologista Marcia Fuzaro Terra Cardial, professora da Faculdade de Medicina do ABC.
O papanicolau não identifica o vírus em si, mas alterações nas células do colo do útero que podem indicar lesões pré-cancerosas ocasionadas pelo vírus.
Segundo o ginecologista José Antônio Marques, da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp), o papanicolau está sujeito à obtenção de falsos negativos, pois depende de grande precisão técnica de quem o executa. “Tem que colher de um certo jeito, tem uma maneira correta de preparar a lâmina e de analisá-la”, diz Marques. “Cada vez menos formam-se especialistas para analisar lâminas em grandes quantidades. Alguém tem que olhar essas lâminas e isso é um problema.”
Já o teste de HPV, por ser totalmente automatizado, garante uma precisão maior. Por outro lado, um resultado positivo para a presença do HPV não quer dizer que a paciente esteja doente.
“É importante não se assustar se o resultado for positivo. Isso só determina que a mulher deva ser acompanhada anualmente para ver se aparece algum tipo de lesão no colo do útero. Ela deve ser acompanhada com mais rigor, mas sem desespero”, diz Marcia. A partir de um resultado positivo, o médico pode recomendar uma colposcopia, exame que rastreia o colo do útero à procura de lesões precursoras do câncer.
A médica dá um exemplo de um caso em que o teste do HPV foi bem sucedido em detectar um caso que o papanicolau por si só teria deixado passar. Uma de suas pacientes, de 30 anos, teve o teste de HPV positivo e o Papanicolau negativo (os dois exames podem ser pedidos simultaneamente). A colposcopia, pedida posteriormente, identificou uma lesão minúscula no colo que o Papanicolau não havia pegado. Isso permitiu um tratamento bem mais precoce.
Se o exame de HPV der negativo, a mulher pode ficar de três a cinco anos sem precisar fazer esse tipo de teste.
Fonte: G1.com
Acesso em : http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2014/04/teste-que-detecta-hpv-pode-ser-aliado-de-papanicolau-contra-cancer.html 

terça-feira, 8 de abril de 2014

Campanha de vacinação contra a gripe começa dia 22

Neste ano, a faixa etária das crianças foi ampliada, com a inclusão dos menores de cinco anos. O público prioritário para a imunização é de 49,6 milhões de pessoas em todo o país.  
A campanha nacional de vacinação contra gripe deste ano será realizada de 22 de abril a 9 de maio, sendo 26 o dia de mobilização nacional. A novidade deste ano é a ampliação da faixa etária para crianças de seis meses a menores de cinco anos. No ano passado, o público infantil foi de seis meses a menores de dois anos. A estratégia de mobilização para todo o país, executada em parceria com estados e municípios, foi anunciada nesta quarta-feira (02) pelo ministro da      Saúde, Arthur Chioro.
O público-alvo da campanha é de 49,6 milhões de pessoas e a meta do Ministério da Saúde é vacinar 80% desta população, considerada de risco para complicações por gripe. Além das crianças de seis meses a menores de cinco anos, integram este grupo pessoas com 60 anos ou mais, trabalhadores de saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional. As pessoas portadoras de doenças crônicas não-transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais também devem se vacinar. Para esse grupo não há meta específica de vacinação.
Durante a apresentação da campanha, o ministro Arthur Chioro destacou a importância da ampliação da vacina ao público infantil. “A extensão da faixa etária para os menores de cinco anos tem como finalidade reduzir casos graves e óbitos”, ressaltou. Segundo o ministro, a vacinação desta faixa etária beneficia tanto a criança que recebe a vacina, como também os grupos mais vulneráveis que convivem com ela. Assim, são imunizadas, indiretamente, lactentes menores de seis meses de idade (crianças amamentadas); idosos e pessoas com doenças crônicas. Outro fator que contribuiu para a inclusão desta faixa-etária foi o fato de que as taxas de internação em crianças menores de cinco anos, em 2013, terem se igualado a dos idosos.
O ministro lembrou ainda que, apesar das diferenças climáticas no país, as recomendações para prevenção da gripe são mesmas para todas as regiões. “É importante manter os hábitos saudáveis de higiene, como lavar as mãos sempre e manter os ambientes arejados”, aconselhou. Ele explicou ainda que o Ministério da Saúde, em conjunto com as secretarias estaduais e municipais de saúde, está preparando a rede e as equipes de saúde para o atendimento dos pacientes com gripe. Esta preparação também inclui a realização de diagnósticos e abastecimento dos estados e municípios com antivirais. “Todo o recurso que investimos em prevenção, retorna à sociedade, seja na melhoria da qualidade de vida da população ou pela diminuição dos casos graves e óbitos”, afirmou Chioro.
O secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, destacou a importância do lançamento da campanha neste período que antecede o inverno, estação mais propícia para a gripe. “A criação de anticorpos ocorre entre duas e três semanas após a aplicação da dose. Por isso é importante que as pessoas procurarem a vacinação no período da campanha. Assim, quando chegar o inverno, estarão protegidas”, afirmou Barbosa. O período de maior circulação da gripe é de final de maio a agosto. O secretário ressaltou que a vacina contra a influenza é diferente das demais porque tem efeito limitado, ou seja, é elaborada apenas no período da sazonalidade.
SEGURANÇA - A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). Esta definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias. A vacina contra gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença, internações ou, até mesmo, óbitos. Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.
DOSES - Serão distribuídas 53,5 milhões de doses da vacina, que protege contra os três subtipos do vírus da gripe determinados pela OMS para este ano (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B).  Em todo o país, serão 65 mil postos de vacinação, com envolvimento de 240 mil pessoas. Também estarão disponíveis para a mobilização 27 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais.
As pessoas com doenças crônicas devem apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receberem a vacina, sem a necessidade de prescrição médica.
CAMPANHA- Com tema “Vacinação contra a gripe: você não pode faltar”, a campanha do Ministério da Saúde para este ano orienta cada público prioritário a procurar os postos vacinação no período da mobilização. A campanha será veiculada na TV, rádio, mídia exterior, mídia impressa e internet. O custo total da campanha é de R$ 14 milhões.
MEDIDAS DE PREVENÇÃO – A transmissão dos vírus influenza acontece por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz). À população em geral, o Ministério da Saúde orienta a adoção de cuidados simples como medida de prevenção para evitar a doença, como: lavar as mãos várias vezes ao dia; cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar; evitar tocar o rosto e não compartilhar objetos de uso pessoal.
Em caso de síndrome gripal, deve-se procurar um serviço de saúde o mais rápido possível. A vacina contra a gripe não é capaz de eliminar a doença ou impedir a circulação do vírus, por isso, as medidas de prevenção são muito importantes, particularmente durante o período de maior circulação viral, entre os meses de junho e agosto.
Também é importante lembrar que, mesmo pessoas vacinadas, ao apresentarem os sintomas da gripe - especialmente se são integrantes de grupos mais vulneráveis às complicações - devem procurar, imediatamente, o médico. Os sintomas da gripe são: febre, tosse ou dor na garganta, além de outros, como dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. Já o agravamento pode ser identificado por falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração.
REAÇÕES ADVERSAS – Após a aplicação da vacina, podem ocorrer, de forma rara, dor no local da injeção, eritema e induração. São manifestações consideradas benignas, cujos efeitos passam, na maioria das vezes, em 48 horas.  A vacina é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática prévia em doses anteriores ou para pessoas que tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados.
PRODUÇÃO NACIONAL – As doses da vacina contra a gripe foram adquiridas por meio da Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) entre o Instituto Butantan e o laboratório privado Sanofi. O acordo, intermediado pelo Ministério da Saúde, permitiu que Instituto Butantan dominasse todas as etapas de produção da vacina.
Fonte: Ministério da saúde .
Acesso em : http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/principal/agencia-saude/11694-campanha-nacional-de-vacinacao-a-contra-gripe-comeca-dia-22

sábado, 5 de abril de 2014

Médicos realizam palestras e exames gratuitos em SP neste sábado O evento acontece neste sábado (5), das 7h às 14h



Em comemoração ao Dia Mundial da Saúde, o Hospital Santa Paula realiza neste sábado (5), das 7h às 14h, a 7ª edição do evento Cuide-se, Viva a vida melhor, onde cardiologistas, enfermeiros e clínicos gerais realizam exames e procuram promover a conscientização sobre a promoção e assistência à saúde no Parque do Povo, zona sul São Paulo.
Quem tiver interesse poderá participar de um circuito de exames para medir colesterol, avaliar o risco cardiovascular, aferir a pressão arterial, fazer teste de glicemia e avaliar o IMC (Índice de Massa Corpórea).
Outra atração do evento é a participação da personal trainer Cau Saad, que vai promover um circuito funcional de exercícios físiscos às 11h. O circuito tem como objetivo trabalhar todas as capacidades físicas do indivíduo como força, equilíbrio, concentração, superação, flexibilidade, agilidade, performance, coordenação motora, consciência corporal e prevenção de lesões.
— A grande vantagem do treinamento funcional é que, na maioria das vezes, ele possibilita trabalhar toda musculatura ao mesmo tempo em um único exercício
De acordo com o Otavio Gebara, as doenças crônicas são as principais causas de morte hoje no mundo. Colesterol alto, hipertensão e diabetes estão no topo das ocorrências mais comuns.
— A prática de exercícios físicos aliada à alimentação saudável e acompanhamento médico são as receitas para minimizar esses problemas. Se não for possível realizar exercícios todos os dias, que seja ao menos três vezes por semana. Isso reduz em até 40% a incidência de problemas cardiovasculares.
Serviço:
7º Cuide-se, Viva a Vida Melhor
Data: 05 de abril de 2014, sábado
Horário: 7h às 14h
Local: Parque do Povo - Av. Henrique Chamma, 420 – Vila Olímpia
Evento gratuito.
Fonte: R7.com

terça-feira, 25 de março de 2014

Tuberculose afeta um milhão de crianças por ano Número é duas vezes maior do que se pensava, segundo estudo. Entre os afetados, 32 mil desenvolvem uma tuberculose multirresistente.

Quase um milhão de menores de 15 anos desenvolvem tuberculose a cada ano no mundo, duas vezes mais do que se pensava até agora, segundo um estudo publicado pela revista médica britânica "The Lancet", por ocasião do Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose.
Cientistas americanos calculam que pelo menos 999.800 menores de idade são afetados a cada ano pela tuberculose.
Deles, 32 mil desenvolvem uma tuberculose multirresistente (TB-MR) aos medicamentos.
"Nossas estimativas são duas vezes maiores que as da da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2011 e três vezes a mais que o número de casos notificados entre crianças a cada ano", disse Ted Cohen, um dos coautores do documento, professor na Harvard School of Public Health de Boston.
Segundo os dados mais recentes da OMS, 530 mil menores de idade contraíram tuberculose em 2012.
Esta é a primeira vez que os especialistas avaliam o número de casos de tuberculose multirresistente (TB-MR) em menores de 15 anos, que representam 25% da população mundial.
A TB-MR é uma forma de tuberculose provocada por um bacilo que resiste à Isoniaziada e à Rifampicina, os dois medicamentes mais eficazes para combater a doença pulmonar.
Segundo o estudo, a Ásia meridional e oriental é a região mais afetada pelo fenômeno, com 400 mil casos a cada ano, sendo 10 mil de TB-MR, à frente da África (280 mil casos anuais, sendo 4,7 mil de TB-MR).
Os cientistas destacam a necessidade de melhorar os métodos de diagnóstico nas crianças e, em particular, nos menores de cinco anos que correm mais riscos de desenvolver formas severas de tuberculose.
De acordo com a OMS, 450 mil pessoas desenvolveram TB-MR no mundo e 170 mil morreram em 2012, mas apenas 20% receberam tratamento adequado, o que favorece a propagação da doença.

 
Sintomas da Tuberculose (Foto: Ministério da Saúde)

 Fonte: G1.com




domingo, 9 de março de 2014

Vacina contra o HPV é oportunidade para escola abordar educação sexual Meninas de 11 a 13 anos serão vacinadas a partir desta segunda-feira (10). Vírus provoca câncer de útero e é transmitido por relação sexual.




HPV vacina (Foto: JOE RAEDLE/GETTY IMAGES NORTH AMERICA/ARQUIVO AFP)

A partir desta segunda-feira (10) o governo federal disponibiliza pela primeira vez uma vacina contra o vírus papiloma humano (HPV), principal causador do câncer de colo de útero, transmitido por relações sexuais. O público-alvo neste ano são as meninas com idade entre 11 e 13 anos.

A expectativa do Ministério da Saúde é aplicar as doses nas escolas, seja na rede pública ou privada. Segundo especialistas ouvidos pelo G1, é importante que os pais e os educadores aproveitem a oportunidade para abordar temas como uso de preservativos, doenças sexualmente transmissíveis e outras questões relacionadas à educação sexual.
A vacinação será feita em três doses. A segunda ocorre seis meses depois da primeira e a terceira, cinco anos depois. Em 2015, o público-alvo serão as meninas de 9 a 11 anos e, a partir de 2016, a ação ficará restrita às meninas de 9 anos. Até 2016, o objetivo do ministério é imunizar 80% do total de 5,2 milhões de meninas de 9 a 13 anos no país. A vacina tem eficácia de 98,8% contra o câncer de colo do útero.
A psicóloga e terapeuta sexual, Paula de Montille Napolitano, diz que se o tema aparece na mídia e está sendo comentado, as crianças e adolescentes estão pensando algo, por isso é importante propor um debate. "Primeiro é importante saber o que eles dominam sobre o assunto, que geralmente é mais do que as pessoas imaginam. Para os pais, os filhos são sempre bebês. É necessário ouvir o que eles pensam, o que vai mudar a forma como o assunto vai ser abordado em função da idade", afirma Paula.
Segundo a psicóloga, com uma criança de 11 anos, por exemplo, não é possível aprofundar o assunto. "É importante falar que se a pessoa não tem uma relação sexual protegida com preservativo, pode contrair doenças, por isso é preciso se prevenir. E a vacina é uma prevenção para algo que pode acontecer no futuro, assim como as outras doenças."Também é preciso haver um trabalho de esclarecimento e orientação aos pais. Material informativo impresso e palestras são formas de atingir esse público. "O fato de ter a vacinação vai fazer com que as escolas tenham de se preparar, criando a forma mais adequada de tratar o assunto. A escola é um centro de formação para todas as áreas da vida, e se a vacina pode ajudar a combater o câncer, ela não pode ficar de fora. Para formar um cidadão, a saúde é parte importante disso. Mas também é papel dos pais e do governo."
Fonte:G1.com