O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, habilitou nesta sexta-feira
(14), o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), em Salvador (BA), como
Centro de Atendimento de Urgência Tipo III aos Pacientes com Acidente
Vascular Cerebral (AVC). Para o custeio dos 14 leitos destinados às
vítimas da doença, o Ministério da Saúde, repassará R$ 1,5 milhão/ano ao
hospital. Com esta iniciativa, O HGRS passa a contar com uma unidade de
atendimento para casos agudos da doença, garantindo o acolhimento,
estudo completo das causas, tratamento e reabilitação do paciente. As
medidas visam reduzir o tempo de espera por atendimento na rede pública,
como parte do S.O.S Emergências, que aprimora a gestão e qualifica o
atendimento dos maiores prontos-socorros do Sistema Único de Saúde
(SUS).
Também foram firmadas parcerias entre a Secretaria de
Estado da Saúde com o HGRS e outros hospitais baianos que vão
disponibilizar mais 201 leitos de retaguarda. Deste total, 68 são de UTI
e 133 são leitos de clinica médica.
O ministro Padilha disse
que “é grande o esforço para que não transformemos imagens de pessoas
nos corredores em algo natural, ainda mais se tratando de um hospital de
ensino como o Roberto Santos”, ponderou. Ele reafirmou ainda que o
trabalho do S.O.S Emergências “tem dia pra começar, mas não tem data
para acabar, porque a cada dia surge um novo desafio e há necessidade de
se trabalhar o antes e o depois da urgências e emergências”, conclui.
Durante
a visita, o ministro participou da reabertura da Emergência Pediátrica
do hospital, com a implantação do sistema E-SUS para gerenciamento dos
atendimentos e dos 21 leitos pediátricos e da inauguração da Sala de
Videoconferência da Rede Universitária de Telemedicina (RUTE), que será
utilizada pelos profissionais para a realização de cursos de capacitação
e integração com outros estados, além de fazer a entrega de
equipamentos.
AVC – A doença é responsável pela primeira causa
de mortes registradas no país. O Ministério da Saúde prevê investir até
2014, R$ 437 milhões para ampliar a assistência a vítimas de AVC. Do
total de recursos, R$ 370 milhões vão financiar leitos hospitalares.
Outra parcela, R$ 96 milhões, será aplicada na oferta do tratamento com o
uso de alteplase.
MEDIDAS – O Hospital Geral Roberto Santos já
adota medidas para melhorar o atendimento na emergência como a
organização do processo de trabalho das equipes multiprofissionais; mais
eficiência na utilização dos leitos; contratação de leitos na rede de
saúde, entre outras medidas. Entre os principais avanços destaca-se a
disponibilização de 56 leitos de retaguarda que garante a continuidade
do tratamento dos pacientes que necessitam permanecer internados por
mais de 24 horas.
O hospital também já utiliza o método de
gestão, o Kan Ban. Esta ferramenta utiliza as cores para acompanhar
todas as etapas do processo e possibilita aos profissionais que
trabalham no hospital a identificação dos motivos de o paciente ficar
mais tempo ocupando leitos, as carências de um determinado setor e o que
precisa ser feito para melhorar o atendimento na emergência.
RECURSOS
– Como medida para ampliar e qualificar o atendimento, o HGRS recebe do
Ministério da Saúde incentivo anual de R$ 3,6 milhões/ano (R$ 300
mil/mês) para custear a ampliação e qualificação da assistência da
emergência. Até o momento, já foram repassados R$ 3,6milhões e
disponibilizados mais R$ 4 milhões ao hospital para aquisição de
equipamentos. Também são repassados R$ 10 milhões para a manutenção dos
56 leitos de retaguarda.
AÇÃO – O S.O.S Emergências é uma ação
estratégica do Ministério da Saúde, em conjunto com os gestores locai -
lançada em 2011 -para qualificar o atendimento nas principais
emergências do país. Além do Hospital Geral Roberto Santos, mais 11
hospitais de grande porte integram a estratégia nas seguintes
localidades: Goiânia (GO), Recife (PE), Fortaleza (CE), Salvador (BA),
Brasília (DF), São Paulo (SP), Belo Horizonte (BH), Rio de Janeiro (RJ),
Ananindeua (PA) e Porto Alegre (RS). A meta é que - até 2014 – a ação
atinja os 40 maiores prontos-socorros brasileiros, em 26 estados e no
Distrito Federal.
fonte : http://portal.saude.gov.br
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