Pesquisadores usaram técnicas de engenharia genética para alterar
células do sistema imunológico de pacientes com leucemia linfoblástica
aguda, conseguindo que elas destruíssem células cancerosas. O trabalho
foi publicado nesta quarta-feira (20) na revista “Science Translational
Medicine”.
Eles conseguiram fazer com que as células T, um tipo de glóbulo branco,
ganhassem receptores artificiais que permitissem a elas reconhecer o
câncer como um “inimigo”.
Os cientistas, liderados por Renier Brentjens, do Memorial
Sloan-Kettering Cancer Center, em Nova York, testaram a efetividade do
método em cinco adultos. Um deles teve as células cancerosas reduzidas
tão rapidamente que, em oito dias, elas estavam indetectáveis. Outros
atingiram estado semelhante num prazo de 18 a 59 dias.
Segundo reportagem do “New York Times”, o método é experimental e não
funcionou em todos os pacientes – três dos cinco conseguiram se manter
em estado de remissão por períodos que vão de 5 a 24 meses. Um outro
paciente morreu por motivo alheio ao câncer e o último não apresentou a
reação esperada ao tratamento. Ainda assim, o estudo é considerado
promissor. A técnica precisa de ajustes finos e aperfeiçoamento para
reduzir efeitos colaterais.
A leucemia linfoblástica aguda não é considerada uma forma comum de
câncer e atinge mais crianças do que adultos. No entanto, nestes últimos
é muito agressiva e, quando a quimioterapia não traz resultado, em
geral deixa aos pacientes poucos meses de sobrevida.
Recentemente, chamou a atenção o caso da menina Emma Whitehead,
que conseguiu combater uma leucemia graças a uma técnica experimental
que usa uma forma deficiente do vírus da Aids para alterar as células do
sistema imunológico e fazer com que o próprio paciente elimine a
doença.
Fonte : G1.com
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